Este ano, O Que De Verdade Importa tinha um sabor especial. Além de mim – que continuo apaixonada por este projeto depois de ter conhecido as histórias do Ângelo Felgueiras, da Miriam Fernández e do Pedro Castro em 2016 –, tinha também conquistado a Celia, que em boa hora decidiu fazer deste o primeiro projeto da Fundación Llorente & Cuenca em Lisboa.

 

Ana Gil, voluntaria de la Fundación LLORENTE & CUENCA en Lisboa

 

Connosco tínhamos mais umas quantas pessoas com vontade de ajudar a concretizar a 5ª Edição do Congresso OQDVI no Porto e em Lisboa: a Maria, a Sónia, o Nuno, a Mariana, a Inês, a Elena e a Ana. O nosso desafio era ajudarmos com aquilo que melhor sabemos fazer: apresentar o projeto a clientes que pudessem ser potenciais patrocinadores do evento; apoiar no contacto com jornalistas e gestão de entrevistas; e, claro, sempre de olhos postos nas redes sociais (Facebook e Instagram) e no site da Fundação também.

No grande dia, penso que não fui a única rendida ao projeto. Já aqui tinha dito uma vez – e repeti algumas vezes quando me pediram que apresentasse O Que De Verdade Importa ao nosso grupo de trabalho: estas não são apenas mais umas quantas histórias de superação – são testemunhos na primeira pessoa, de fracassos, de obstáculos e de insucessos que se transformaram em verdadeiras inspirações e renovações de compromisso com a vida. (A Inês, a Elena e a Maria que o digam!)

Voltei a entrar no Campo Pequeno com a mesma sensação de há dois anos: uma enorme alegria por sentir aquela energia contagiante de tantos jovens reunidos para ouvir as histórias do Pedro Aguado García, do Joe Santos e do Paulo Azevedo. Mas desta vez, com um sentido de missão cumprida também: tinha conseguido mobilizar pessoas para fazerem chegar este projeto a muitas outras pessoas.

E percebi que o nosso trabalho pode fazer mesmo a diferença.

Pode mostrar que, mesmo quando o vício é capaz de destruir tudo o que temos e levar consigo os nossos sonhos de adolescente, há sempre uma saída ao nosso alcance. Mostrar que, mesmo quando a vida nos põe no caminho alguém que vê e sente de uma forma diferente, estamos perante uma oportunidade de enriquecermos o nosso mundo. Mostrar que, mesmo com as nossas limitações e os nossos medos, vale sempre a tentar, falhar e tornarmo-nos mais fortes a cada dia. Porque a diferença não faz de nós piores ou menos capazes; faz-nos apenas únicos.

Um obrigado especial à Fundación Llorente & Cuenca por nos proporcionar esta aprendizagem também. Por nos fazer acreditar que o nosso trabalho importa. Para nós e para os outros também. E, claro, um agradecimento à Mónica Barber – responsável do projeto em Portugal – pelo seu entusiasmo contagiante e pela confiança nas nossas pessoas para pormos o seu projeto nas bocas do mundo.

Fotos: Nuno Gonçalves